pra quando você acordar

por Bettina Bopp

Conta comigo, Paula?

ita

Ita, hoje é a Paula quem conta comigo o mundo pra você. Ela é uma das pouquíssimas pessoas que continua me chamando do apelido que você me deu na adolescência : Alpert – e assim como é das poucas que chama a mãe de Mareu. Pra mim, ela sempre será a Andra, minha irmã de alma. Olha só:

“Para seguir na tradição da Alpert…Você não vai acreditar, mas eu ainda lembro da última vez que nos vimos antes d’eu me mudar para cá: foi no dia de Natal em 1995 e você já estava todo arrumado e perfumado para ir ver alguma namorada ou amigo – não sei, mas já naquela época a gente não se via muito. Coisa de virar adulto e ter que cuidar da seriedade da vida. Mesmo assim a gente se abraçou pelo Natal, pelas saudades e pela amizade, claro!

Depois só fui te ver já na cama, dormindo – depois dos tantos anos que fiquei sem ir para o Brasil. Soubesse eu que seriam todos esses anos, teria prolongado o abraço…

Mas também me lembro da primeira vez que visitei os Bopp (a minha memória me persegue!). Eu fui subindo aquela rua sem saída meio que pensando: como pode ser que sempre moramos tão perto e nunca nos conhecemos? Mas foi conexão imediata – o meu encantamento com o sorriso mais simpático da Mareu e a beleza da família que deixa a gente em transe. Os Bopp são assim! Daquele momento em diante só coisa boa: até viagem de centenas de quilômetros no porta malas da Caravan, competição de quem consegue guardar mais biscoito recheado na boca, conversas que vão pela madrugada, sessões de vídeos, aulas de direção (foi você quem teve a paciência de me ensinar a dirigir!!), festas, praia, risada, muita risada.

Como pode ser que você, sendo essa pessoa tão importante na minha vida, tenha ido dormir sem que a gente tivesse se falado por 10 anos? Sem me dar boa noite? Você ainda não conheceu as minhas filhas, o John…

Desde que você foi dormir, entrou na minha frequência de sonhos – sempre lorde, elegante e bonachão. Sempre feliz!

Muitas vezes me pego vendo carros novos sendo lançados e pensando como você vai gostar deste ou daquele modelo.

A Alpert escreve este blog e eu vou aprendendo tantas coisas desses meus quase 20 anos de ausência – vai despertando a todos! Impossível não se mover com tamanha delicadeza das narrativas… (e ela achava que eu era a memória dela?)

Ita, eu lembro, lembro e lembro. Das coisas corriqueiras, do esguicho de garganta no cinema confundindo os que sentavam na frente (nunca conheci ninguém que tivesse o mesmo talento), das partidas de voleibol que cortavam as pontas do seus dedos, dos sustos que você gostava de dar…

Tem tanta coisa que você não vai acreditar – e coisas que a gente vai ter que verificar juntos, pois muitas delas eu estou descobrindo com você, através do blog.

E nós dois temos que agradecer a Alpert por essa iniciativa tão generosa ao nos emprestar essas memórias e a experiência pessoal dela nesse processo de despertar-nos todas as sensações. Te aguardo no próximo domingo!”

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6 comentários em “Conta comigo, Paula?

  1. lulicrespin
    agosto 6, 2014

    E um pouco de domingo na quarta hoje no blog com palavras da Paula
    Como pode existir alguém mais engraçado e sacana que você Ita?
    Sua rapidez em sacanear com brincadeiras era sensacional
    Somos todos muito rápidos no humor e isso acho que foi uma das coisas que mais nos uniu tão rapidamente
    Se nos juntássemos todos em uma sala onde fosse proibido algo e o riso, seríamos expulsos com certeza, até hoje a gargalhada solta e os sustos e peças que pregamos é rotineiro
    Acho que somos quase a inspiração da frase ” Perco o amigo mas não perco a piada”
    Os detalhes que a Paula contou me fizeram rir como se estivesse acontecendo naquele minuto
    Nossa saudade é enorme, aumenta a cada lembrança
    Estamos falando de você e com você para o mundo todos os domingos e algumas quartas
    E isso de trás você mais a tona, não apenas para quem não te conhece, mas para nós que te amamos
    Uma mistura de riso e choro
    Intensidade, muita intensidade
    Não importa onde chegaremos, o que importa é que estamos caminhando
    Que descobrimos uma forma de caminharmos juntos
    De ampliar horizontes que pareciam estagnados
    E estou admirando o caminho lado a lado com você
    Para quando você acordar

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  2. Bruna
    agosto 6, 2014

    Amei este texto!
    Paula, tenho saudades das coisas que a gente não viveu: você nas nossas festas de aniversário, participando dos nossos almoços de domingo na vó Bila, admirada com as conquistas da Maria, morrendo de rir com as piadas do Lucca e palpitando nas minhas indecisões.
    Mas ainda dá tempo. Volta!

    Ah, mãe, te amo!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Desiree
    agosto 6, 2014

    Como o tempo passou, parece que vivemos várias vidas dentro de uma só e em uma dessas frações da minha visita à esse planeta, eu convivi com essa familia…momentos inesquecíveis, amigos tambem inesquecíveis…muitas vezes tinha ciúmes da Be com a Paula ou com a Neneza…e a vida nos levou por caminhos diferentes, países diferentes…mas aqui estamos, com nossas familias, nossos filhos, nossas histórias…amos vocês todos…😪

    Curtido por 1 pessoa

    • bettinabopp
      agosto 6, 2014

      Desi, minha linda, sempre te amei muito! Você foi um presente e uma unanimidade nas nossas vidas. Delicia nossas viagens, conversas, as tardes na loja da minha mãe. O tempo não foi capaz de afastar a gente ou mudar alguma coisa! Vc é pra sempre!

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Publicado em agosto 6, 2014 por e marcado , , , , , , , , , , , , .